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terça-feira, 26 de julho de 2016

Suspensão de País nos Jogos Olímpicos? Isso já aconteceu...

O FATO NÃO INÉDITO
Um país não ser convidado para os Jogos Olímpicos não é novidade, Alemanha e Japão foram deixados de fora dos Primeiros Jogos pós Guerra em 1948 em Londres, na Grã-Bretanha, assim como a África do Sul e sua política de Apartheid lhe afastaram de 1960 a 1992, o Afeganistão foi punido nos Jogos de Sydney em 2000 em defesa das mulheres e a política de discriminação imposta pelo regime do Talibã.
Outros países como Áustria, Hungria, Tuquia e Indonésia, também já foram deixados de fora por razões diversas.
Mas o caso de doping da Rússia ganhou elementos dignos de um bom romance policial, com drama, suspense, romance e acreditem suspeita de homicídio.
Vamos aos elementos:
PAÍS:  RÚSSIA

A luta contra o doping segue firme e forte.  Além do atletismo da Rússia, já afastado do Rio 2016, seguem investigações contra Quênia e Etiópia. O levantamento de peso da Bulgária pelo número de casos positivos também já está fora da Olimpíada no Rio de Janeiro.
PERSONAGENS DA TRAMA
Vitaly Stepanov –

Funcionário da RUSADA e marido da atleta Yulia Stepanova.
Foi o principal delator do esquema nacional e oficial de dopagem do atletismo russo. Fugiu da Rússia para a Alemanha e hoje mora nos Estados Unidos com a esposa. Suas denúncias foram apresentadas em entrevistas, mas acompanhadas de vídeos, gravações, emails e cópias de texto de mensagem comprovando o esquema de doping oficial.

Yulia Rusanova Stepanova –

Corredora de 800 metros da Rússia, medalhista no Campeonato Mundial suspensa por doping em 2013 por dois anos após confirmada alterações no seu passaporte genético. Junto com o marido, se tornou em figuras destacadas nas delações do esquema de doping para TV alemã ARD. Aguarda definição do COI para competir de forma independente no Rio pois já tem marca classificatória para a sua prova e seus testes indicaram resultados negativos.

Hajo Seppelt –
Jornalista alemão responsável pelo documentário que gerou no início da investigação pelo COI em 2014 na TV alemã ARD.
Grigory Rodchenkov –
Ex-diretor do laboratório da RUSADA, apresentou denúncias ao jornal americano New York Times revelando esquema de perda e falsificação de resultados nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2014. No seu depoimento, 15 medalhistas russos em Sochi tiveram troca de seus testes para evitar os resultados positivos. Dois de seus companheiros de diretoria foram encontrados mortos.
Nikita Kamaev –

Ex-diretor da RUSADA misteriosamente encontrado morto aos 52 anos em fevereiro passado. Segundo os jornais The Times da Grã-Bretanha e Frankfurter Allgemeine da Alemanha teria, junto com Grigory Rodchenkov, oferecido a Federação de Natação da Rússia, uma proposta para camuflar os testes dos nadadores da seleção nacional em troca de um suborno de 3 milhões de rublos anuais (145 mil reais). A proposta foi recusada pela Federação de Natação da Rússia.

Vladimir Putin –
Presidente da Rússia desde maio de 2012 em seu segundo termo depois de presidir o país de 2000 a 2008. Não aceita a suspensão do atletismo de seu país e promete apelar a todas as possíveis cortes internacionais.
Vitaly Mutko –
Ministro do Esporte da Rússia, declarou revolta com a decisão da IAAF e alega que o país vinha fazendo as necessárias e providenciais ações no controle e organização do sistema anti-dopagem do país. Promete levar o caso ao Tribunal da Corte Suprema.
Alexander Zhukov –
Economista russo, graduado em Harvard nos Estados Unidos, político de destaque é membro da Câmara Nacional, conhecida como Duma, além de Presidente do Comitê Olímpico Russo. 
Richard Pound –
Advogado canadense, ex-nadador olímpico (1960), ex-Presidente da WADA, atual Diretor Internacional do Comitê Olímpico Internacional e que anunciou uma possível não participação de todos os esportes da Rússia nos Jogos do Rio 2016. Tal decisão seria “uma bomba atômica” segundo suas próprias palavras, mas relacionadas as denúncias de trapaça nos exames anti-doping realizados nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi 2014.
John Coates –
Advogado australiano, Presidente do Comitê Olímpico Australiano e vice Presidente do Comitê Olímpico Internacional. Figura de destaque e influência no esporte mundial. Declarou que a agência de controle anti-dopagem russa está “podre até a base”. Recebeu uma resposta do Twitter da RUSADA a tal polêmica declaração. Coates foi o mesmo que declarou há alguns anos “as preparações para os Jogos do Rio 2016 são as piores da história”.
Natalia Zhelanova –
Assessora do Ministro do Esporte da Rússia Vitaly Mutko e responsável pela implementação nas reformas do programa de controle anti-dopagem no país. Fez um apelo público ao COI para rever a decisão tomada pela IAAF em benefício dos atletas limpos não tenham de pagar pelos que jogaram sujo no processo.
ENTIDADES
IAAF –
International Association of Athletics Federation é a Federação Internacional de Atletismo com sede no Principado de Monaco e que determinou a suspensão do atletismo da Rússia em novembro de 2015 e confirmou a manutenção da suspensão na sexta-feira em decisão unânime do seu Comitê Executivo.
WADA –
World Anti-Doping Agency é a Organização Mundial de Controle Anti-Dopagem localizada em Montreal, no Canadá. A entidade apresentou ao IAAF um relatório quando faltavam dois dias para o anúncio da decisão referente a suspensão da Rússia. No relatório, a entidade revelou que 73 dos 455 testes feitos em atletas russos não puderam ser coletados, 7336 testes foram negados ou cancelados, 23 coletas desapareceram e 52 casos positivos na modalidade do atletismo.
COI –
Comitê Olímpico Internacional, entidade que regula o esporte olímpico se reunirá nesta terça-feira em Laussanne, na sua sede, para homologar a decisão aplicada pela IAAF. A entidade ainda irá deliberar como será o processo de seleção dos atletas “limpos” que poderão competir nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 sem a bandeira ou o hino russo.
FINA –
Federação Internacional de Natação, localizada em Lausanne, na Suiça. Entidade divulgou uma nota oficial indicando preocupação com o problema de doping do atletismo russo além do esquema de possível suborno para atletas da Seleção de Natação não serem testados para o controle anti-doping. A entidade garantiu que seguirá o processo de controle dos 10 melhores nadadores do mundo em todas as provas. Um total de um milhão de dólares foi investido neste movimento em 2016.Comunicou que sete atletas da delegação da Rússia não se enquadram na lista apresentada pelo COI e dessa forma estão fora da Olimpíada.
FINA manteve suspensão de Efimova – Divulgação/FINA
RUSADA –
Agência Nacional de Controle Anti-Doping da Rússia, entidade que tem seu principal laboratório descredenciado pela WADA além de inúmeras acusações de impedir a legitimidade dos testes.
GOVERNO DA RÚSSIA –
O país sofre com o drama de doping. É o maior país do mundo e nos Jogos Olímpicos de Sochi, na Rússia, promoveu os Jogos mais caros da história com 51 bilhões de dólares.

Federação de Natação bane da Olimpíada sete russos por doping . Entre os barrados, estão três medalhistas de Londres 2012.

A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou que sete nadadores russos não poderão participar da Olimpíada do Rio por terem violado as regras antidoping. 
Quatro deles, por conta do histórico do uso de substâncias proibidas em outras edições olímpicas. 
Os outros três foram citados na investigação da comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada), o relatório apontou indícios de participação ativa do governo russo no encobrimento de casos fraudulentos
Não há possibilidade de substituição de quem for barrado. 
A ideia é restringir a inclusão aos russos de limpa reputação.

Os nadadores:
Efimova, Michael Dovgaluk, Natalia Lovtcova e Anastasia Krapivina, nadadora de mar aberto, foram excluídos da lista de 387 membros do time nacional por conta do histórico de doping. 
 Morozov, Lobintsev e Daria Ustinova ficarão de fora por estarem no relatório da Wada.

O chefe do Comitê Olímpico da Rússia, Alexander Zhukov, afirmou que 13 membros da equipe nacional registravam envolvimento passado com a irregularidade. 

Segundo a agência R-sport, trata-se também dos ciclistas Ilnur Zakarin, Kirill Sveshnikov, Sergey Shilov e Olga Zabelinskaya; dos remadores Ivan Podshivalov e Anastasia Karabelschikova; das levantadoras de peso, Tatiana Kashirina e Anastasia Romanova; e do lutador Viktor Lebedev.



Entre os nadadores punidos estão Vladimir Morozov, Yulia Efimova e Nikita Lobintsev, três medalhistas dos Jogos de Londres 2012.
Vladimir Morozov, especialista em nado livre e nado costas.


Vladimir Morozov tricampeão do mundo em piscina curta, conquistou  bronze no revezamento 4x100 em Londres 2012 ao lado de Lobintsev, que também conquistou a prata nos 4 x 200 de Pequim, nos Jogos de 2008. 
Yuliya  Efimova  tetracampeã mundial nado Peito.

Efimova,  pretende recorrer da decisão, ficou em terceiro lugar nos 200 metros de nado peito em Londres 2010.

Com essa decisão a Fina se torna a primeira federação a excluir esportistas russos com base nos critérios fixados pelo Comitê Olimpíco Internacional.
 No domingo ,dia 24/07/16 , o Comitê Olímpico Internacional decidiu não vetar todo o time russo dos Jogos do Rio, como pedia a Wada — deixou que cada federação autorizasse ou não a participação dos atletas.

Mas estabeleceu uma regra: qualquer esportista russo já punido por doping deve ficar de fora da edição de 2016.


As federações do esporte podem ainda rejeitar os competidores russos que julguem não terem sido submetidos a suficientes exames de drogas.
Resultados de testes realizados na Rússia não serão aceitos, dadas as denúncias de encobrir irregularidades. 
Ainda não se sabe se cabe recurso legal à nova regra do COI.
Uma medida similar do comitê, a Osaka Rule, que previa a proibição de atletas de todo o mundo já banidos por doping de participarem da Olimpíada subsequente, foi declarada inválida pela Corte de Arbitragem para o Esporte (CAS). 
Embora tenha descartado ação legal, Zhukov rebateu que a iniciativa feria o “princípio da igualdade” ao focar somente esportistas russos.

Enquanto Isso ...

O Brasil

A decisão da Federação Internacional de Natação (Fina) de banir sete nadadores russos da Olimpíada do Rio pode beneficiar os atletas brasileiros da modalidade na disputa  por medalhas. 
Isso porque Vladimir Morozov e Nikita Lobintsev, dois dos atletas banidos, eram concorrentes diretos do Brasil nos 50m livres e no revezamento 4x100m livre, ambos masculinos.


A Itália

O chefe da delegação de nadadores da Itália foi categórico quando questionado sobre o procedimento de punição nestes caos. “Acreditamos que a decisão de excluir quem foi flagrado é correta”, disse Cesare Butini, acompanhado de Estefano Rubaudo, responsável pela equipe italiana, e do atleta Piero Codia, em coletiva de imprensa.
As vésperas dos jogos Rio 2016, o capítulo doping não está encerrado, a expectativa será sobre as ações das federações que podem mudar ou não os procedimentos futuros.

Vamos Aguardar...



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Etiene é absolvida no STJD da natação

Decisão do painel nacional é passível de recurso, a depender da avaliação de entidades mundiais

A nadadora Brasileira  Etiene Medeiros foi absolvida, nesta quinta (30/06), a respeito do resultado de doping positivo para a substância proibida Fenoterol, presente no medicamento Berotec, utilizado para o tratamento de asma. 
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da natação considerou a atleta inocente no caso, a liberando sem qualquer punição.
O resultado do STJD da natação ainda pode vir a ser contestado pela Federação Internacional de Natação (Fina) ou até mesmo pela Agência Mundial Antidoping (Wada). Caso isso aconteça, o caso será levado ao Tribunal da Corte Suprema do Esporte CAS/TAS. A Fina receberá o relatório com o resultado do processo nos próximos dias, quando deverá se pronunciar corroborando com a absolvição de Etiene ou contestando o resultado, levando o julgamento para a instância final.


Etiene foi submetida a exame surpresa fora de competição no dia 8 de maio, em São Paulo, realizado pela ABCD - Agência Brasileira de Controle de Dopagem. O resultado saiu no dia 2 de junho e, de imediato, ela se colocou em suspensão voluntária, deixando de competir no Circuito Marenostrum de Natação, em Canet, na França, e em Barcelona, na Espanha. 
No dia 14 de junho/16, a contraprova ratificou o resultado da amostra A, efetivando a suspensão de Etiene.
Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) anunciou que, ao analisar as provas, por unanimidade de votos (8x0), o STJD da natação decidiu que nenhuma culpa ou negligência poderia ser imputada à atleta, declarando assim a sua inocência.
 Etiene estava afastada dos treinamentos do SESI/SP, equipe pela qual compete desde 2013 e que a apoiou desde o anúncio do teste positivo, e vinha treinado em separado. 
Com o resultado, será reintegrada, e também deverá voltar a receber a Bolsa Pódio, que foi suspensa pelo Ministério do Esporte

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Competir nível Internacional...Qual a idade Mínima?

Sem limite... No mundial  na Rússia contou com nove nadadores mirins nascidos a partir de 2002, com no máximo 13 anos. 

Alzain Tareq, de apenas 10 anos, foi a mais jovem



Sem um limite mínimo de idade estabelecido pela Federação Internacional de Natação (Fina), o Mundial de esportes aquáticos em Kazan, na Rússia, contou com nove nadadores mirins nascidos a partir de 2002, ou seja, com no máximo 13 anos
Com apenas 10 anos, a mais jovem nadadora do campeonato, Alzain Tareq, do Bahrein, roubou a cena e ofuscou as principais estrelas
Ela estreou nos 50m borboleta e terminou em último lugar. 
Mas, no penúltimo dia da natação, se despediu da Rússia com seu melhor desempenho nos 50m livre, terminando na frente de oito concorrentes bem mais velhas. 

De acordo com a Reuters, contudo, a situação não deverá se repetir.
 Segundo a agência de notícias, a Fina tentará instituir uma idade mínima para competir em Mundiais. 
- Nós temos regras rigorosas para os atletas da categoria júnior, e em todas as outras disciplinas dos Mundiais (aquáticos), mas, na natação, não temos limites - disse o diretor executivo da Fina, Cornel Marculescu, em uma entrevista à Reuters. 
- Agora que a história veio à tona, provavelmente, vamos olhar isto com cuidado na nossa próxima reunião da Fina em novembro, em Dubai - acrescentou. 
Caçulinha do Mundial, Alzain Tareq terminou em 64º lugar entre 64 nadadores nos 50m borboleta e em 105º entre 113 nos 50m livre. 
A atleta de 1,36m disse que o seu grande objetivo é a classificação para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão. 
Montagem - Alzain Tareq e Missy Franklin (Foto: globoesporte.com)Alzain Tareq e Missy Franklin: atletas de diferentes gerações dividiram a piscina em Kazan (Foto: globoesporte.com)

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Wada investiga natação e não descarta exclusão completa da Rússia do Rio-2016

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira a abertura de investigações sobre o doping nas equipes de natação na Rússia – a China também está sendo investigada. Além disso, o presidente da agência, Craig Reedie, declarou que não estaria descartada uma exclusão completa do país dos Jogos Olímpicos no Rio.
O ex-presidente da Wada e autor do informe que revelou os esquema de doping do atletismo da Rússia com o apoio do Estado, Dick Pound, deixou claro em uma entrevista ao jornal britânico Sunday Times que uma exclusão completa “não seria impossível”.
A Associação Internacional das Federações de Atletismo anunciou a exclusão dos atletas russos do evento no Brasil, depois de considerar que Moscou não dá garantias de que seus atletas não estejam dopados. O Comitê Olímpico Internacional (COI), no fim de semana, declarou seu apoio às medidas e, nesta terça-feira, em Lausanne, realiza uma reunião de emergência para debater como atletas “inocentes” podem participar da Olimpíada.
Segundo o vice-presidente do COI, John Coates, não existe chance de um retorno completo do atletismo da Rússia ao evento no Rio. “Não há um questionamento sobre isso”, disse.


Agora é vez da Natação...
Mas, entre os dirigentes consultados pelo Estadão.com, também não se exclui que o caso ganhe novas proporções. Segundo Reedie, a Wada abriu investigações sobre suspeitas de doping sistemático entre os nadadores russos, além dos chineses.
Além disso, uma investigação está em sua fase final sobre a situação do laboratório de Sochi, usado nos Jogos de Inverno de 2014, e que teriam sido alvo de ampla manipulação por parte dos dirigentes. A tarefa está com o canadense Richard McLaren. O documento será apresentado no dia 15 de julho.
Mas as primeiras evidências coletadas pelos investigadores apontam como o Ministério dos Esportes da Rússia “orquestrou” a manipulação, inclusive para o Mundial de Atletismo de 2013.
“Se esse informe indicar transgressões de qualquer tipo, então teremos a oportunidade de demonstrar nosso compromisso coletivo em limpar o esporte”, disse Reedie.
O caso do doping russo tem se transformado em um dos principais escândalos do esporte mundial nos últimos anos. Desde a eclosão das informações, há dois anos, dois funcionários de alto escalão dos laboratórios morreram de forma misteriosa.
Um outro, Grigory Rodchenkov, ex-chefe do laboratório russo, foi obrigado a fugir para Los Angeles e, numa entrevista a jornais norte-americanos, revelou como ele trocava a urina dos atletas que seriam testados. Ele também deixou claro que contou com a ajuda de pessoas que trabalhavam para os serviços de inteligência no governo russo.
Nos últimos dias, atletas russos afetados pela exclusão, como Yelena Isinbayeva, têm declarado que as medidas contra a Rússia possuem “caráter político” e são “violações de direitos humanos”. Vladimir Putin, presidente russo, garantiu que “não existe doping de Estado” em seu país.

Última Chance para as classificações Rio 2016

Prazo para obtenção de índice termina em 3 de julho. 

Neste domingo começa a seletiva da equipe dos Estados Unidos
O prazo final para se obter o índice para as competições individuais de natação dos Jogos Olímpicos Rio 2016 termina em 3 de julho, mas boa parte dos países já realizou suas últimas seletivas, como o Brasil , que terá a maior equipe de sua história, com participação em todas as provas de revezamento, segundo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.
ATLETAS DEFINIDOS PARA OS JOGOS RIO 2016
1 – 50m livre M (22s27) – Bruno Fratus – 21s50 (Open) / Ítalo Duarte – 21s82 (Maria Lenk)
2 – 50m livre F (25s28) - Etiene Medeiros – 24s64 (Maria Lenk) / Graciele Herrmann – 24s92 (Open)
3 - 100m livre M (48s99) = Marcelo Chierighini – 48s20 (Maria Lenk)  / Nicolas Nilo Oliveira – 48s30 (Maria Lenk) 
4 - 100m livre F (54s43) = Larissa Oliveira – 54s03 (Maria Lenk) / Etiene Medeiros – 54s26 (Daltely)
5 - 200m livre M (1m47s97) = Nicolas Nilo Oliveira – 1m46s97 (Maria Lenk)  / João de Lucca – 1m47s65 (Maria Lenk) 
6 - 200m livre F (1m58s96) = Larissa Oliveira – 1m57s37 (Maria Lenk)  / Manuella Lyrio – 1m58s43 (Open) 
7 - 400m livre M (3m50s44) = Luiz Altamir Melo – 3m50s32 (Open) 
8 – 1500m livre M (15m14s77) = Miguel Valente – 15m40s40 (Maria Lenk) / Brandonn Almeida – 15m14s58 (Maria Lenk)
9 – 100m borboleta M (52s36) = Henrique Martins – 52s14 (Open) / Marcos Macedo – 52s17 (Daltely)
10 - 100m borboleta F (58s74) = Daiene Dias – 58s04 (Maria Lenk)  / Daynara de Paula – 58s38 (Maria Lenk) 
11 - 200m borboleta M (1m56s97) – Leonardo de Deus – 1m55s54 (Maria Lenk) / Kaio Márcio – 1m56s21 (Maria Lenk)
12 - 100m peito M (1m00s57) = João Gomes Junior – 59s06  (Maria Lenk) / Felipe França – 59s36 (Maria Lenk) 
13 - 200m peito M (2m11s66) = Tales Cerdeira – 2m10s99 (Maria Lenk)  / Thiago Simon – 2m11s29 (Open) 
14 - 100m costas M (54s36) = Guilherme Guido – 53s09 (Open)
15 - 100m costas F (1m00s25) – Etiene Medeiros – 1m00s00 (Maria Lenk)
16 - 200m costas M (1m58s22) = Leonardo de Deus – 1m57s43 (Daltely)
17 – 200m medley M (2m00s28) = Henrique Rodrigues – 1m57s91 (Maria Lenk) / Thiago Pereira – 1m57s91 (Maria Lenk)
18 - 200m medley F (2m14s26) = Joanna Maranhão – 2m14s04 (Open) 
19 - 400m medley M (4m16s71) = Brandonn Almeida – 4m14s07 (Open) 
20 - 400m medley F (4m43s46) = Joanna Maranhão – 4m38s66 (Maria Lenk) 
Revezamentos confirmados
4x100m livre M = Marcelo Chierighini – 48s20 (Maria Lenk)  / Nicolas Nilo Oliveira – 48s30 (Maria Lenk)  / João de Lucca – 48s59 (Maria Lenk)  / Matheus Santana – 48s71 (Daltely) 
4x100m livre F = Larissa Oliveira – 54s03 (Maria Lenk) / Etiene Medeiros – 54s26 (Daltely) / Daynara de Paula – 55s02 (Maria Lenk) / Manuella Lyrio – 55s20 (Open)
4x200m livre F = Larissa Oliveira - 1m57s37 (Maria Lenk)  / Manuella Lyrio - 1m58s43 (Open)  / Jessica Cavalheiro - 1m59s05 (Maria Lenk)  / Gabrielle Roncatto - 1m59s22 (Maria Lenk) 
* 4x100m medley M = Costas: Guilherme Guido – 53s09 - (Open) / Peito: João Gomes Junior - 59s06 (Maria Lenk) / Borboleta: Henrique Martins – 52s14 (Open) / Livre: Marcelo Chierighini – 48s20 (Maria Lenk).
 * Como o Brasil tem, pelo menos, dois atletas com índice em cada estilo, com exceção do Costas, a formação do quarteto se dará na competição, conforme os desempenhos nas provas individuais. 

Seletiva Americana 
26/06 a 03/07/16 - Omaha
“Tradicionalmente, é o evento mais esperado no período pré-Jogos”, destaca Cezar Bolzan, gerente técnico da natação no Rio 2016.

 Estrelas como Michael Phelps e Katie Ledecky estarão na água para buscar suas vagas Olímpicas. 
Cada país pode inscrever um máximo de dois atletas por evento individual nos Jogos.

Para as provas de revezamento, serão 16 equipes na disputa em cada uma delas. Participarão os países que terminaram nas 12 primeiras posições no Mundial de Kazan 2015 e os quatro que obtiveram os tempos mais rápidos entre 1º de março de 2015 e 31 de maio de 2016, e não estão entre os 12 já garantidos via Kazan.
A Federação Internacional de Natação (Fina) ainda não divulgou oficialmente os quatro países classificados via ranking.
 No Mundial de Kazan, os 12 primeiros de cada prova foram:
Rússia, Brasil, Itália, França, Japão, Canadá, Polônia, China, Bélgica, Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos
O francês Florent Manadou celebra a vitória de seu país no 4 x 100m livre no Campeonato Europeu, em maio, em Londres (Foto: Clive Rose/Getty)



Grã-Bretanha, Estados Unidos, Austrália, Rússia, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Polônia, Espanha, Japão, França e Dinamarca

Estados Unidos, Austrália, França, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, Polônia, Rússia, Itália, Brasil, China e Lituânia

Estados Unidos, Austrália, Países Baixos, Suécia, Canadá, China, Itália, França, Japão, Rússia, Brasil e Polônia

Estados Unidos, Itália, China, Suécia, Grã-Bretanha, Austrália, Japão, França, Rússia, Brasil, Canadá e Alemanha

China, Estados Unidos, Suécia, Austrália, Dinamarca, Canadá, Grã-Bretanha, Japão, Itália, Rússia, Alemanha e França

Bruno Fratus, nos 50m livre, é uma das principais esperanças de medalha do Brasil na natação (Foto: Matt Roberts/Getty)
 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Natação de Bebê ou Sobrevivência por instinto?

Se o seu bebê tombar na piscina de frente oque você faz?
A reação natural é auxilia lo afim de evitar maiores complicações.
 Seja de ordem física ou psicológica. 
Porém alguns preferem estimular o auto salvamento, essa questão é polêmica vale alguns minutos de reflexão do nosso dia.

Vídeo mostra um bebê tendo que "se virar" na piscina, para não se afogar, e está gerando revolta nas redes sociais.
 Porém, a mãe diz que esse aprendizado é necessário
Difícil não ficar angustiado ao assistir o vídeo em que um bebê de seis meses se esforça dentro de uma piscina para não se afogar. 
A mãe da garota, responsável por publicar a gravação na internet, tem sofrido duras críticas nas redes sociais por ter permitido e até mesmo provocado tal situação. O conteúdo viralizou na web e chamou a atenção pela capacidade da criança em boiar na água.

Alvo das críticas, a americana Keri Morisson afirmou ao telejornal americano Today que existem motivos suficientes para estimular a garota Josie a nadar. O primeiro filho, Jake, morreu afogado em 2013, com apenas dois anos de idade. "Gostaria de poder voltar no tempo e colocá-lo nessas aulas. Sinto que falhei como mãe e estou determinada a impedir que aconteça o mesmo com a minha filha", diz Keri em entrevista ao programa de TV.

A técnica utilizada para treinar Josie é conhecida como Infant Swimming Resource (recurso de natação infatil, em tradução livre) e tem como objetivo o estímulo ao auto salvamento do bebê. É importante ressaltar que a criança nunca fica sozinha na piscina, há sempre um adulto por perto.

Assista, abaixo, ao polêmico vídeo gravado por Keri Morisson:
 


Polêmica

Talvez você tenha se espantado pelo fato de um bebê já praticar a natação. 
Porém, o pediatra Carlos Eduardo Reis da Silva, presidente do Comitê de Esportes e Exercícios da Sociedade Mineira de Pediatria, afirma que após os seis meses a criança já pode iniciar as aulas de natação.
Ele enfatiza, no entanto, a importância da supervisão de um profissional habilitado. "Deve-se estar atento também para as condições da piscina e às condições prévias de saúde da criança", destaca o especialista.

A regra básica é jamais deixar o bebê sozinho na piscina ou fora do alcance de um adulto.
É fundamental essa proximidade para que ele possa socorrer a criança quando necessário. Carlos Eduardo Silva adverte que nunca se deve superestimar a capacidade do aluno. "Jamais confiar no fato de que a criança está fazendo aulas e não irá se afogar, pois, quedas podem ocorrer, com traumas de diversas ordem", alerta o médico.

Então... Refletiu?