boo-box

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Competir nível Internacional...Qual a idade Mínima?

Sem limite... No mundial  na Rússia contou com nove nadadores mirins nascidos a partir de 2002, com no máximo 13 anos. 

Alzain Tareq, de apenas 10 anos, foi a mais jovem



Sem um limite mínimo de idade estabelecido pela Federação Internacional de Natação (Fina), o Mundial de esportes aquáticos em Kazan, na Rússia, contou com nove nadadores mirins nascidos a partir de 2002, ou seja, com no máximo 13 anos
Com apenas 10 anos, a mais jovem nadadora do campeonato, Alzain Tareq, do Bahrein, roubou a cena e ofuscou as principais estrelas
Ela estreou nos 50m borboleta e terminou em último lugar. 
Mas, no penúltimo dia da natação, se despediu da Rússia com seu melhor desempenho nos 50m livre, terminando na frente de oito concorrentes bem mais velhas. 

De acordo com a Reuters, contudo, a situação não deverá se repetir.
 Segundo a agência de notícias, a Fina tentará instituir uma idade mínima para competir em Mundiais. 
- Nós temos regras rigorosas para os atletas da categoria júnior, e em todas as outras disciplinas dos Mundiais (aquáticos), mas, na natação, não temos limites - disse o diretor executivo da Fina, Cornel Marculescu, em uma entrevista à Reuters. 
- Agora que a história veio à tona, provavelmente, vamos olhar isto com cuidado na nossa próxima reunião da Fina em novembro, em Dubai - acrescentou. 
Caçulinha do Mundial, Alzain Tareq terminou em 64º lugar entre 64 nadadores nos 50m borboleta e em 105º entre 113 nos 50m livre. 
A atleta de 1,36m disse que o seu grande objetivo é a classificação para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão. 
Montagem - Alzain Tareq e Missy Franklin (Foto: globoesporte.com)Alzain Tareq e Missy Franklin: atletas de diferentes gerações dividiram a piscina em Kazan (Foto: globoesporte.com)

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Wada investiga natação e não descarta exclusão completa da Rússia do Rio-2016

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira a abertura de investigações sobre o doping nas equipes de natação na Rússia – a China também está sendo investigada. Além disso, o presidente da agência, Craig Reedie, declarou que não estaria descartada uma exclusão completa do país dos Jogos Olímpicos no Rio.
O ex-presidente da Wada e autor do informe que revelou os esquema de doping do atletismo da Rússia com o apoio do Estado, Dick Pound, deixou claro em uma entrevista ao jornal britânico Sunday Times que uma exclusão completa “não seria impossível”.
A Associação Internacional das Federações de Atletismo anunciou a exclusão dos atletas russos do evento no Brasil, depois de considerar que Moscou não dá garantias de que seus atletas não estejam dopados. O Comitê Olímpico Internacional (COI), no fim de semana, declarou seu apoio às medidas e, nesta terça-feira, em Lausanne, realiza uma reunião de emergência para debater como atletas “inocentes” podem participar da Olimpíada.
Segundo o vice-presidente do COI, John Coates, não existe chance de um retorno completo do atletismo da Rússia ao evento no Rio. “Não há um questionamento sobre isso”, disse.


Agora é vez da Natação...
Mas, entre os dirigentes consultados pelo Estadão.com, também não se exclui que o caso ganhe novas proporções. Segundo Reedie, a Wada abriu investigações sobre suspeitas de doping sistemático entre os nadadores russos, além dos chineses.
Além disso, uma investigação está em sua fase final sobre a situação do laboratório de Sochi, usado nos Jogos de Inverno de 2014, e que teriam sido alvo de ampla manipulação por parte dos dirigentes. A tarefa está com o canadense Richard McLaren. O documento será apresentado no dia 15 de julho.
Mas as primeiras evidências coletadas pelos investigadores apontam como o Ministério dos Esportes da Rússia “orquestrou” a manipulação, inclusive para o Mundial de Atletismo de 2013.
“Se esse informe indicar transgressões de qualquer tipo, então teremos a oportunidade de demonstrar nosso compromisso coletivo em limpar o esporte”, disse Reedie.
O caso do doping russo tem se transformado em um dos principais escândalos do esporte mundial nos últimos anos. Desde a eclosão das informações, há dois anos, dois funcionários de alto escalão dos laboratórios morreram de forma misteriosa.
Um outro, Grigory Rodchenkov, ex-chefe do laboratório russo, foi obrigado a fugir para Los Angeles e, numa entrevista a jornais norte-americanos, revelou como ele trocava a urina dos atletas que seriam testados. Ele também deixou claro que contou com a ajuda de pessoas que trabalhavam para os serviços de inteligência no governo russo.
Nos últimos dias, atletas russos afetados pela exclusão, como Yelena Isinbayeva, têm declarado que as medidas contra a Rússia possuem “caráter político” e são “violações de direitos humanos”. Vladimir Putin, presidente russo, garantiu que “não existe doping de Estado” em seu país.

Última Chance para as classificações Rio 2016

Prazo para obtenção de índice termina em 3 de julho. 

Neste domingo começa a seletiva da equipe dos Estados Unidos
O prazo final para se obter o índice para as competições individuais de natação dos Jogos Olímpicos Rio 2016 termina em 3 de julho, mas boa parte dos países já realizou suas últimas seletivas, como o Brasil , que terá a maior equipe de sua história, com participação em todas as provas de revezamento, segundo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.
ATLETAS DEFINIDOS PARA OS JOGOS RIO 2016
1 – 50m livre M (22s27) – Bruno Fratus – 21s50 (Open) / Ítalo Duarte – 21s82 (Maria Lenk)
2 – 50m livre F (25s28) - Etiene Medeiros – 24s64 (Maria Lenk) / Graciele Herrmann – 24s92 (Open)
3 - 100m livre M (48s99) = Marcelo Chierighini – 48s20 (Maria Lenk)  / Nicolas Nilo Oliveira – 48s30 (Maria Lenk) 
4 - 100m livre F (54s43) = Larissa Oliveira – 54s03 (Maria Lenk) / Etiene Medeiros – 54s26 (Daltely)
5 - 200m livre M (1m47s97) = Nicolas Nilo Oliveira – 1m46s97 (Maria Lenk)  / João de Lucca – 1m47s65 (Maria Lenk) 
6 - 200m livre F (1m58s96) = Larissa Oliveira – 1m57s37 (Maria Lenk)  / Manuella Lyrio – 1m58s43 (Open) 
7 - 400m livre M (3m50s44) = Luiz Altamir Melo – 3m50s32 (Open) 
8 – 1500m livre M (15m14s77) = Miguel Valente – 15m40s40 (Maria Lenk) / Brandonn Almeida – 15m14s58 (Maria Lenk)
9 – 100m borboleta M (52s36) = Henrique Martins – 52s14 (Open) / Marcos Macedo – 52s17 (Daltely)
10 - 100m borboleta F (58s74) = Daiene Dias – 58s04 (Maria Lenk)  / Daynara de Paula – 58s38 (Maria Lenk) 
11 - 200m borboleta M (1m56s97) – Leonardo de Deus – 1m55s54 (Maria Lenk) / Kaio Márcio – 1m56s21 (Maria Lenk)
12 - 100m peito M (1m00s57) = João Gomes Junior – 59s06  (Maria Lenk) / Felipe França – 59s36 (Maria Lenk) 
13 - 200m peito M (2m11s66) = Tales Cerdeira – 2m10s99 (Maria Lenk)  / Thiago Simon – 2m11s29 (Open) 
14 - 100m costas M (54s36) = Guilherme Guido – 53s09 (Open)
15 - 100m costas F (1m00s25) – Etiene Medeiros – 1m00s00 (Maria Lenk)
16 - 200m costas M (1m58s22) = Leonardo de Deus – 1m57s43 (Daltely)
17 – 200m medley M (2m00s28) = Henrique Rodrigues – 1m57s91 (Maria Lenk) / Thiago Pereira – 1m57s91 (Maria Lenk)
18 - 200m medley F (2m14s26) = Joanna Maranhão – 2m14s04 (Open) 
19 - 400m medley M (4m16s71) = Brandonn Almeida – 4m14s07 (Open) 
20 - 400m medley F (4m43s46) = Joanna Maranhão – 4m38s66 (Maria Lenk) 
Revezamentos confirmados
4x100m livre M = Marcelo Chierighini – 48s20 (Maria Lenk)  / Nicolas Nilo Oliveira – 48s30 (Maria Lenk)  / João de Lucca – 48s59 (Maria Lenk)  / Matheus Santana – 48s71 (Daltely) 
4x100m livre F = Larissa Oliveira – 54s03 (Maria Lenk) / Etiene Medeiros – 54s26 (Daltely) / Daynara de Paula – 55s02 (Maria Lenk) / Manuella Lyrio – 55s20 (Open)
4x200m livre F = Larissa Oliveira - 1m57s37 (Maria Lenk)  / Manuella Lyrio - 1m58s43 (Open)  / Jessica Cavalheiro - 1m59s05 (Maria Lenk)  / Gabrielle Roncatto - 1m59s22 (Maria Lenk) 
* 4x100m medley M = Costas: Guilherme Guido – 53s09 - (Open) / Peito: João Gomes Junior - 59s06 (Maria Lenk) / Borboleta: Henrique Martins – 52s14 (Open) / Livre: Marcelo Chierighini – 48s20 (Maria Lenk).
 * Como o Brasil tem, pelo menos, dois atletas com índice em cada estilo, com exceção do Costas, a formação do quarteto se dará na competição, conforme os desempenhos nas provas individuais. 

Seletiva Americana 
26/06 a 03/07/16 - Omaha
“Tradicionalmente, é o evento mais esperado no período pré-Jogos”, destaca Cezar Bolzan, gerente técnico da natação no Rio 2016.

 Estrelas como Michael Phelps e Katie Ledecky estarão na água para buscar suas vagas Olímpicas. 
Cada país pode inscrever um máximo de dois atletas por evento individual nos Jogos.

Para as provas de revezamento, serão 16 equipes na disputa em cada uma delas. Participarão os países que terminaram nas 12 primeiras posições no Mundial de Kazan 2015 e os quatro que obtiveram os tempos mais rápidos entre 1º de março de 2015 e 31 de maio de 2016, e não estão entre os 12 já garantidos via Kazan.
A Federação Internacional de Natação (Fina) ainda não divulgou oficialmente os quatro países classificados via ranking.
 No Mundial de Kazan, os 12 primeiros de cada prova foram:
Rússia, Brasil, Itália, França, Japão, Canadá, Polônia, China, Bélgica, Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos
O francês Florent Manadou celebra a vitória de seu país no 4 x 100m livre no Campeonato Europeu, em maio, em Londres (Foto: Clive Rose/Getty)



Grã-Bretanha, Estados Unidos, Austrália, Rússia, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Polônia, Espanha, Japão, França e Dinamarca

Estados Unidos, Austrália, França, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, Polônia, Rússia, Itália, Brasil, China e Lituânia

Estados Unidos, Austrália, Países Baixos, Suécia, Canadá, China, Itália, França, Japão, Rússia, Brasil e Polônia

Estados Unidos, Itália, China, Suécia, Grã-Bretanha, Austrália, Japão, França, Rússia, Brasil, Canadá e Alemanha

China, Estados Unidos, Suécia, Austrália, Dinamarca, Canadá, Grã-Bretanha, Japão, Itália, Rússia, Alemanha e França

Bruno Fratus, nos 50m livre, é uma das principais esperanças de medalha do Brasil na natação (Foto: Matt Roberts/Getty)
 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Natação de Bebê ou Sobrevivência por instinto?

Se o seu bebê tombar na piscina de frente oque você faz?
A reação natural é auxilia lo afim de evitar maiores complicações.
 Seja de ordem física ou psicológica. 
Porém alguns preferem estimular o auto salvamento, essa questão é polêmica vale alguns minutos de reflexão do nosso dia.

Vídeo mostra um bebê tendo que "se virar" na piscina, para não se afogar, e está gerando revolta nas redes sociais.
 Porém, a mãe diz que esse aprendizado é necessário
Difícil não ficar angustiado ao assistir o vídeo em que um bebê de seis meses se esforça dentro de uma piscina para não se afogar. 
A mãe da garota, responsável por publicar a gravação na internet, tem sofrido duras críticas nas redes sociais por ter permitido e até mesmo provocado tal situação. O conteúdo viralizou na web e chamou a atenção pela capacidade da criança em boiar na água.

Alvo das críticas, a americana Keri Morisson afirmou ao telejornal americano Today que existem motivos suficientes para estimular a garota Josie a nadar. O primeiro filho, Jake, morreu afogado em 2013, com apenas dois anos de idade. "Gostaria de poder voltar no tempo e colocá-lo nessas aulas. Sinto que falhei como mãe e estou determinada a impedir que aconteça o mesmo com a minha filha", diz Keri em entrevista ao programa de TV.

A técnica utilizada para treinar Josie é conhecida como Infant Swimming Resource (recurso de natação infatil, em tradução livre) e tem como objetivo o estímulo ao auto salvamento do bebê. É importante ressaltar que a criança nunca fica sozinha na piscina, há sempre um adulto por perto.

Assista, abaixo, ao polêmico vídeo gravado por Keri Morisson:
 


Polêmica

Talvez você tenha se espantado pelo fato de um bebê já praticar a natação. 
Porém, o pediatra Carlos Eduardo Reis da Silva, presidente do Comitê de Esportes e Exercícios da Sociedade Mineira de Pediatria, afirma que após os seis meses a criança já pode iniciar as aulas de natação.
Ele enfatiza, no entanto, a importância da supervisão de um profissional habilitado. "Deve-se estar atento também para as condições da piscina e às condições prévias de saúde da criança", destaca o especialista.

A regra básica é jamais deixar o bebê sozinho na piscina ou fora do alcance de um adulto.
É fundamental essa proximidade para que ele possa socorrer a criança quando necessário. Carlos Eduardo Silva adverte que nunca se deve superestimar a capacidade do aluno. "Jamais confiar no fato de que a criança está fazendo aulas e não irá se afogar, pois, quedas podem ocorrer, com traumas de diversas ordem", alerta o médico.

Então... Refletiu?

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Doping na natação brasileira! Etiene Medeiros é pega no Antidoping.


 Etiene Medeiros, que tem obtido resultados importantes nas últimas competições, testou positivo em exame antidoping e agora corre o risco de ficar fora da Olimpíada do Rio. Já até foi feita uma contraprova, que apresentou resultado idêntico. 
Não foi divulgada qual a substância proibida apareceu e também não se sabe quando foi realizado o teste. O staff da atleta atribuiu o resultado ao uso de um remédio contra asma. 
Etiene não comentou o caso, mas já contratou advogado para fazer sua defesa.
Segundo a assessoria de imprensa da nadadora pernambucana, de 25 anos, ela está "tranquila e determinada a esclarecer o assunto e provar sua inocência. Enquanto isso, ela respeitará todos os limites impostos pelas autoridades esportivas". O técnico Fernando Vanzella afirmou que tanto a nadadora quanto a comissão técnica não comentarão o episódio até o fim do processo.
Etiene começou a mostrar resultados expressivos em 2014, quando conquistou o ouro no Mundial de Piscina Curta do Qatar nos 50m costas, com tempo de 25s67. Naquela competição ganhou também o ouro no revezamento 4x50m medley e o bronze no revezamento 4x50m livre. No ano seguinte ela foi a primeira nadadora do Brasil a subir no lugar mais alto do pódio nos Jogos Pan-Americanos. Venceu os 100m costas em Toronto com recordes da competição e sul-americano: 59s61.
Também em 2015, no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, ganhou a prata nos 50m costas, ao nadar em 27s26. Com isso ela se tornou a primeira mulher do Brasil a conquistar medalha em mundial de piscina longa.
Na Olimpíada do Rio Etiene se preparou para disputar três provas: 100m costas, 50m e 100m livre.
Etiene Medeiros no Troféu José Finkel, em São Paulo em 2014, ano em que começou a obter resultados expressivos no circuito mundial - Satiro Sodre / SSPress
Posicionamento do SESI
O clube Sesi-SP, pelo qual Etiene nada, divulgou nota em solidariedade à atleta, a quem definiu como um exemplo pela trajetória de "esforço, dedicação e seriedade".

Nós, da família Sesi-SP, estamos do lado da nossa atleta, e torcendo por nossa campeã, que irá nos representar nos Jogos Olímpicos do Rio e lutar por mais medalhas para o Brasil."
"A nadadora Etiene Medeiros é um dos orgulhos do Sesi-SP. Campeã mundial, medalha de ouro nos Jogos Pan Americanos e recordista em diversas provas, Etiene é um exemplo para centenas de atletas e milhares de alunos do Sesi São Paulo. Sua trajetória, uma história de esforço, dedicação e seriedade, mostra que vale a pena apostar no esporte e investir na formação dos nossos jovens.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Mare Nostrum, em Canet, na França- 7 medalhas para o Brasil


A natação do Brasil ganhou sete medalhas na primeira das duas etapas do Mare Nostrum que irá disputar. 
Em Canet, na França, foram três conquistas douradas, sendo duas delas de Felipe França. Depois de ganhar os 100m peito,  o nadador do Corinthians levou também os 50m peito. 
Jhennifer Conceição venceu a versão feminina da prova que, vale lembrar, não consta no programa olímpico.

O Mare Nostrum é o principal circuito de natação na Europa, composto por três etapas. Praticamente dois terços da equipe brasileira que estará no Rio-2016 foi levada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para competir tanto em Canet quanto em Barcelona, na Espanha.
Felipe foi um dos destaques brasileiros na França, voltou a vencer Cameron Van der Burgh, da África do Sul, atual campeão olímpico dos 100m peito.
 Na prova de 50 metros, venceu com 27s18, deixando para trás o sul-africano (27s44) e o também brasileiro João Gomes Júnior (27s53).
Jhennifer só se garantiu no Rio-2016 no início de junho, quando a Federação Internacional de Natação (Fina) garantiu vaga para o Brasil no revezamento 4x100m medley. Melhor peitista do País, ela então foi convocada. Nesta quinta, venceu os 50m peito com 31s34, sua segunda melhor marca na carreira. Nos 100m, na quarta a brasileira ficou em sétimo.
Outro destaque do Brasil na competição foi Henrique Martins, que levou a prata nos 50m borboleta. Foi superado por um atleta que já é quase brasileiro, o ucraniano Andriy Govorov, treinado em São Paulo pelo técnico Arilson Silva.

Guilherme Guido levou a prata, nos 100m costas, com o tempo de 54s69, superado só pelo alemão Christian Diener.  Guido foi bronze nos 50m costas.
Henrique Rodrigues decepcionou nos 200m medley, ficando em sexto com o tempo de 2min02s40. Ele e Thiago Pereira empataram no Troféu Maria Lenk, em abril.
Atual, Thiago fez 1min57s77 para ganhar a etapa de Santa Clara do Pro Swim, nos Estados Unidos.
Em Canet, nesta quinta, o Brasil ainda teve Daynara de Paula em sexto nos 50m borboleta (26s91). Joanna Maranhão também ficou em sexto nos 400m medley (4min43s92) e foi a sétima nos 200m medley (2m10s65), mesma colocação de Manuella Lyrio nos 400m livre (4min15s34) e Larissa Oliveira nos 100m livre (55s34).

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Natação Feminina Brasileira


Segue um artigo sobre a natação feminina brasileira bastante interessante da ESPN.


Raio-X da natação feminina brasileira: dependência de “geração espontânea”.

Raio-X da natação feminina brasileira: dependência de “geração espontânea”
Lucas Coelho
A natação feminina brasileira nunca teve grande tradição olímpica. Desde Maria Lenk e seu esforço tremendo para disputar os Jogos de 1932 e 1936 ao lado de outras conterrâneas, sempre foi um esporte que dependeu muito mais da dedicação e paixão das atletas do que de qualquer tipo de apoio externo.
As conquistas e participações inconstantes ao longo da história mostram bem que o Brasil só ganha algum destaque quando, por algum motivo qualquer, surgem algumas nadadoras de talento. Por isso, a psicóloga e professora da Escola de Educação Física e Esporte da USP, Katia Rubio, acredita que os últimos bons resultados do país podem ser explicados através do “criacionismo”.
“Geração espontânea, não vejo outra coisa”, afirma Rubio. “Os projetos de natação que aconteceram neste ciclo olímpico apenas correram atrás de um prejuízo. Nenhum deles foi direcionado para elas em específico.”
Apesar disso, nomes como Etiene Medeiros, Joanna Maranhão, Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto ganharam destaque nos últimos anos. Nos jogos Pan-americanos de 2015, em Toronto, o Brasil conquistou oito medalhas, sendo cinco de bronze, duas de prata e um ouro com Etiene no 100m costas.
“O desempenho tem melhorado, é inegável, tanto nas provas coletivas como individuais. A natação feminina nunca conseguiu grande destaque em Olimpíadas. As políticas públicas para a natação brasileira praticamente não existem. Daí surge uma geração talentosa, e os dirigentes correm atrás para tentar tirar proveito de uma situação”, critica a professora.
Para entender melhor o que Katia Rubio quis dizer com “geração espontânea”, o espnW fez um raio-X da natação feminina brasileira. Especialmente ao longo do século XX, a falta de apoio e investimento fica caracterizada nos resultados e participações das atletas. Veja:
grafico1_2
A prova dos 50m livre apareceu pela primeira vez nas Olimpíadas em 1904 e acabou ficando fora das competições até 1988, quando retornou em Seul. O Brasil obteve o 17º lugar com Adriana Pereira e depois amargou 16 anos de ausência. Em 2004, Flávia Delaroli, blogueira especialista em natação do espnW, conseguiu chegar à final, terminando na 8ª posição, e obteve o resultado olímpico mais expressivos das brasileiras na modalidade.
O 100m livre é a prova onde as atletas do país mais tiveram espaço ao longo da história, começando com Maria Lenk em 1932 até as participações seguidas nos últimos anos. Das 14 vezes em que o Brasil conseguiu emplacar nadadoras nos Jogos Olímpicos, os melhores resultados foram de Piedade Coutinho. Ela nadou em Berlim, em 1936, alcançando a 8ª colocação. Após a 2ª Guerra Mundial – e o cancelamento dos jogos de 1940 e 1944 – ela se destacou novamente, chegando em 12º em Londres 1948.
grafico2_2
Nos 200m livre feminino, o Brasil só participou de um terço das edições olímpicas. Com a prova entrando no programa em 1968, apenas Lucy Burle (1972), Patrícia Amorim (1988), Mariana Brochado (2004) e Monique Ferreira (2008) se classificaram para a disputa. Após nova ausência em 2012, no Rio de Janeiro as anfitriãs estarão na prova com Larissa Oliveira e Manuella Lyrio.
Depois dos 100m livre, a disputa na qual as brasileiras têm maior presença é nos 400m livre, graças, novamente, a Piedade Coutinho, que, além de nadar em três Jogos seguidos (1936, 1948 e 1952), também conseguiu ótimos resultados com o 5º lugar em Berlim e o 6º em Londres. Após Coutinho, foram mais quatro participações, com destaque para Monique Ferreira, que esteve em 2004 e 2008.
grafico3_2
Considerada uma prova de resistência mais do que velocidade, o 800m livre apareceu nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, quando diversas outras modalidades passaram a incrementar a competição feminina. Pelo Brasil, somente Maria Guimarães em Montreal (1976) e Patrícia Amorim em Seul (1988) chegaram a disputar.
Maior esperança de medalha brasileira na natação feminina, a maratona aquática de 10km surgiu apenas na Olimpíada de 2008, e duas atletas nacionais têm tido destaque nos últimos oito anos: Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha. Em Pequim, elas tiveram bom desempenho, chegando em 7º e 5º lugar, respectivamente. Em Londres, apenas Okimoto participou, mas precisou abandonar devido a um quadro de hipotermia. Ambas estarão na água na Rio 2016.
grafico4_2
Aparecendo pela primeira vez como modalidade olímpica em 1956, o 100m borboleta só foi contar com brasileiras 20 anos depois, em Montreal, quando Rosemary Ribeiro e Flávia Nadulatti (de apenas 15 anos na época) não passaram da primeira eliminatória. Daynara de Paula foi a única do país que disputou a prova mais de uma vez – 2008 e 2012 -, mas o resultado mais expressivo foi a 7ª colocação de Gabriella Silva na China.
Nos 200m, a história é semelhante. São somente quatro participações em períodos específicos, entre 1972 e 1976, com Maria Isabel Guerra e Rosemary Ribeiro, e depois nas duas últimas Olimpíadas com Joanna Maranhão.
grafico5_2
A evidência maior de que a natação feminina brasileira depende de uma “geração espontânea” de talentos são as provas do nado peito. Sem contar com nenhuma anfitriã na Rio 2016, a modalidade teve poucas atletas do país ao longo da história. A dos 200m é mais antiga, sendo disputada desde a Olimpíada de Paris 1924, e teve Maria Lenk como representante verde e amarela em 1932 e 1936 – o 100m peito só foi implementado em 1968. Cristina Teixeira disputou as duas distâncias em 1972 e 1976. Desde então, somente Tatiane Sakemi nadou ambas as provas em Pequim.
grafico6_2
O grande nome do medley brasileiro feminino é Joanna Maranhão. Ela já esteve em três jogos olímpicos nos 200m e em dois nos 400m. No Rio de Janeiro, irá para sua quarta Olimpíada seguida e vai nadar as duas provas. O seu resultado mais expressivo foi o 5º lugar na China, disputando o 400m. Maria Isabel Guerra, em 1972, também disputou as duas modalidades, e Gabrielle Rose se classificou para os 200m em 1996.
graficonatacaoCOSTAS
Assim como o 200m peito e 100m livres, o 100m costas faz parte da história das brasileiras em Olimpíadas por ter sido uma das provas disputadas por Maria Lenk em 1932. Ela acabou desclassificada, mas seu pioneirismo foi importante para sua irmã, Sieglinda Lenk, conseguir o 20º lugar quatro anos depois. Edith de Oliveira, 1948 e 1952, e Fabíola Molina, nos anos 2000, foram as outras únicas atletas do país na prova.
No revezamento 4×100 medley, a única participação aconteceu em Pequim, com um bom 10º lugar. Este ano, o Brasil ainda tenta se classificar. Caso consiga, terá de chamar mais duas nadadoras para compor a equipe e, se isso acontecer, será a primeira vez na história que as brasileiras disputarão os três revezamentos em uma edição dos Jogos Olímpicos.
grafico8_2
Nos revezamentos de nado livre, as participações espaçadas são emblemáticas da raridade que é para o Brasil juntar talentos suficientes para compor uma equipe. Agora, com as mulheres conquistando mais espaço no esporte de uma maneira geral, a terceira e inédita participação seguida no 4x100m, além da disputa do 4x200m, sinalizam uma mudança da realidade.
Se os hiatos de presença brasileira feminina na natação realmente ficaram para trás, só será possível saber no futuro. Nas últimas edições dos Jogos Olímpicos, as atletas do país estão mantendo uma continuidade e se classificando em mais provas, mas as críticas em relação à falta de apoio aos diversos esportes aquáticos ainda não cessaram. De qualquer maneira, a participação significativa no Rio de Janeiro já é um marco. Veja abaixo um gráfico das participações totais das brasileiras ao longo da história, e conheça as mulheres que irão representar o país no Rio de Janeiro.
graficonatacaoCOSTAS2